segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Eu quero ver,
 rever,
transver,
milver
tudo que não vi. "

(Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Esta é mais uma postagem influenciada por Miguel Borba (docente da Universidade Federal da Bahia), onde compartilho uma lembrança linda da minha infância.
A atividade proposta foi para que levássemos pra sala cantigas de ninar para avaliar os métodos de criação dos pais na nossa época.
Remexendo minhas memórias encontrei um poema que meu pai fez pra mim quando bebê (em 93) que agora compartilho com vocês.


"Acorda minha filha no meio da noite
que faço eu para te consolar?
canto uma cantiga mas de Chico Buarque
só quando fores grande entenderás
Balanço em meus braços, mas o choro não passa
então mudo a fórmula.
Dorme, minha filha
cantiga minha não te calará
sou tão sem ritmo
e se cantar alto
tua mãe cansada pode acordar.
Recito baixinho um poema de Quintana
e um pequeno verso de Drummond
Adormece minha filha
alheia aos problemas do mundo
e a um novo dia que está pra chegar."

(Um poema de ninar; São Paulo; 1993)

quarta-feira, 13 de abril de 2011


















No último dia 5 (terça-feira) foi comemorado o 4º aniversário da Cidade do Saber (Instituto sócio-cultural localizado em Camaçari, com a finalidade de promover a inclusão social através das artes e da educação).
 O evento premiou alguns artistas em destaques desta longa e produtiva jornada, e dentre os premiados estávamos nós, Cia. Teatro Pavê, agradecidos e honrados pela homenagem.
Os 'frutos' de um trabalho árduo começam a aparecer, e com eles suas conquistas...
Que os deuses continuem a nos abençoar e dar mais farinha para esse pirão de talento!

‎"Ocupo muito tempo de mim com meu desconhecer.
Sou um sujeito letrado em dicionários
a fim de consertar a minha ignorância,
mas só acrescenta."

(Manoel de Barros)

sábado, 9 de abril de 2011

Salvador, abril de 2011


Exmo.s Sr e Sras. Da sociedade contemporânea,

Venho por meio desta explicitar minha atual reflexão referente à s práticas de punição de menores e ao grande sistema carcerário deste país.
Será que podemos apontar um único culpado pelas atrocidades cometidas por crianças e jovens, que encontram no crime e no tráfico uma saída de emergência à curto prazo para obterem benefícios econômicos, os quais seriam obrigações dos poderes executivo, judiciário e principalmente legislativo?
Na verdade sinto que a realidade cruel deste país não atinge somente à meus vizinhos, esta realidade está presente em meu cotidiano, principalmente porque ao mesmo tempo que me sinto refém da violência urbana me vem também o peso da culpa de colocar nos cargos transformadores cidadãos dotados de uma falsa moral (quase teatral), dotados de um imenso poder de convencimento, gastando fortunas em suas campanhas publicitárias, esquecendo-se dos primordiais deveres a cumprir para que a nossa sociedade possa gozar do direito primordial à educação, segurança pública, saúde e algum meio de educação voltada para uma consciência em relação ao meio ambiente e a moral.
É necessário criar métodos de punição, isto é fato, entretanto, esta teoria não justifica o abuso do poder dos responsáveis pela segurança.
O que realmente quero pôr em questão é: qual é o nosso papel e principalmente quais são as ações afirmativas que podemos individualmente fazer para erradicar os inúmeros problemas sociais, quase todos causados pela falta de consciência moral e educacional?
Gostaria de obter respostas, ações na verdade, de cada um que é direta ou indiretamente afetado pela questão desta problemática.

Abraços esperançosos e otimistas,



Laíra Alves
Bacharelando Interdisciplinar em Artes
3° semestre


(Atividade solicitada pelo docente Miguel Angel García Bordas, no componente curricular Ética e educação, pela Universidade Federal da Bahia, a fim de debater as cartas de Jorge Amado, no livro Capitães da Areia)

terça-feira, 5 de abril de 2011







Em nome da Cia Teatro Pavê agradeço a presença de todos que nos prestigiaram dias 02 e 03 de Abril no Teatro Cidade do Saber e aos que participaram direta e indiretamente, com suor, apois financeiros e morais, vibrações positivas e aplausos. 

"Farinha pouca?! Põe mais água no pirão!