quarta-feira, 17 de junho de 2015

O desejo,
o olhar,
a boca,
o beijo.

Você,
eu,
teus abraços
e eu me perco
em nosso tempo.

(Laíra Alves)
A solidão me viu
e chorou

(Laíra Alves)
"Vou rodopiar meu corpo na saudade
me lambuzar daquela eternidade
pra ver manchar na pele o que não foi
mas quase foi
vou escorregar nas veias ansiosas
vou rastejar nas tardes ociosas
pra esgotar meu tempo de você
vou nos vencer
vou desocupar então nossa cidade
despopular o reino da vaidade
que conquistou o amor antes de nós
já estamos sós
antes mesmo do fim
já estamos sós"

(Ana Larousse)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Leve-me ao mar

"Não me leve a mal
Leve-me ao mar
Leva-me à sorte
Não diga que é fardo
Fuja comigo
Pra algum silêncio
Me leve pra onde é deserto em mim
Onde me esconde um segredo
Livra-me do que pode ser medo
Me abrace a alma (...)
Faça amor comigo
Até a última canção
Não diga que é pecado 
Me leve pra ser livre
Lava-me da lágrima 
Que vier do coração "

(Saulo Fernandes)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

(Versos de pré-saudades)


"Mesmo ainda sem ter teus beijos e fazer morada em teus a(braços)
minha mente fantasiosa se antecipa e já sente a tua falta.
Corremos o risco do acaso neste período predeterminado
de nossas futuras ausências geográficas,
entretanto, desejo que nossa liberdade nos una
e que você esteja aqui comigo,
ainda que não esteja.
Há mares de ti em meus olhos que deságuam saudades
do que ainda há de vir."

(Laíra Alves, maio de 2015)


terça-feira, 2 de junho de 2015

Adoro a magia de ler uma carta,
escrever sem o auxílio das novas tecnologias
(podendo sentir a caneta bailando pelo papel,
 dando vida a uma nova criação).
Mas vez ou outra me pego pensando que barato seria
Cartola gravando um áudio pelo whatsApp,
Chaplin publicando seus vídeos no youtube,
Florbela Espanca publicando versos num blog
e compartilhando nas redes sociais...
Que sorte a nossa de poder encontrar toda a arte desses
e de outros mestres de épocas passadas em apenas um click.

(Laíra Alves)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

"Eu tento deixá-las para amanhã,
mas as palavras se aquietam
e exigem que eu as ponha no papel
sem demora."

(Laíra Alves, maio de 2015)
"Elo entre o poeta e sua musa
a poesia escorre a tinta

e dança suave neste papel 
que era antes vazio."

(Laíra Alves, maio de 2015)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Não precisa ser homem, basta ser humano, 
basta ter sentimento, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém,
ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."


(Vinícius de Moraes)